Tuesday, August 05, 2008

Mudamos

Como pretendo escrever o meu blog sobre o indie, decidi concentrar toda a minha (pouca) produção no Wordpress.

Este blog agora está aqui.

Monday, August 04, 2008

Krautboy

Ontem pensei em começar a escrever um blog para contar as histórias que sei sobre o mundo indie brasileiro. Como fundador da Poplist, o que não falta são causos. E aí a Anna me deixa um comentário no post abaixo...

Tudo o que posso dizer é: valeu, Lucianetti, valeu.

Sunday, August 03, 2008

YouTube também tem coração



Hoje, Many Rivers to Cross do Jimmy Cliff.

A minha versão favorita é do Harry Nilsson, produzida pelo John Lennon, mas esta apresentação é de arrepiar, fazer chorar, sei lá. Só piano, baixo acústico e um tiozinho grisalho na bateria. É aquele história: o Jimmy Cliff escreveu um clássico, Deus e todo o mundo gravou a música, mas aí, décadas depois, ele mostra que é o dono.

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Saturday, August 02, 2008

Rock argentino: uma decepção

A ressurreição na música pop também acontece na Argentina. Ano passado foi a vez do Soda Stereo, que voltou para uma série de shows pelo país e pela América Latina. Foi uma espécie de beatlemania por aqui. Os ingressos se esgotaram rapidinho, mais datas foram anunciadas e, no final das contas, eles encheram umas cinco vezes o estádio do River Plate - isso só em Buenos Aires.

Não sou tão ignorante quando o assunto é o Soda Stero porque lá em Porto Alegre a Rádio Ipanema sempre tocava suas músicas. E sempre achei a mesma coisa: uma verdadeira porcaria. Uma porcaria bem tocada, mas que não deixa de ser uma porcaria. Dizem que eles têm as melhores influências dos anos 80. Só se for na produção de roupa e nos cortes de cabelo. Porque não podemos negar que os anos 80 nos deram belas melodias. E o Soda Stero não escreveu um refrão capaz de me dar aquela sensação de que o mundo pode ser um lugar melhor para se viver.

A questão é que todos os argentinos sempre dizem a mesma coisa: você tem que ter vivido aquela época porque aí sim era bom. Isso só comprova a minha teoria de que o Soda Stero é superestimado. Música boa é música boa em qualquer época. Sobrevive ao tempo. O Túlio, cujo blog você pode acessar ao lado, compara o Soda Stereo ao Legião Urbana. Hoje, tenho certeza absoluta que dei muito mais valor a banda do Renato Russo do que deveria, mas, pelo menos, eles tinham boas melodias.

Todo esse meu desabafo é para dizer que agora é a vez dos Fabulosos Cadillacs voltarem. Não tenho nada contra a banda. O problema é que não aguento a voz do Vicentico. Talvez porque eu seja brasileiro e não esteja acostumado com a voz analasada do pessoal daqui, mas esse cara chega a ser insuportável.

O fato é que ainda não encontrei nenhuma banda argentina, nova ou velha, que eu goste. Duas que me indicaram como o melhor que já aconteceu no rock latino foram uma decepção total. Começando pelos nomes: Patricio Rey y Sus Rendonditos de Ricota e Sumo. Tudo bem, tudo bem. Cada país tem o seus abóboras selvagens que merece.

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Minha vida de cão



Falando em histórias de adolescentes: poucas séries trataram os jovens com tanta inteligência, sensibilidade e verdade como My So Called Life. Personagens reais com conflitos reais. Tão reais que os clichês (o nerd que se apaixona pela loser, a loser que se apaixona pelo bad boy, a amiga drogadita, o amigo gay) passam batidos. Porque quando um clichê é bem contado, ele deixa de ser um clichê e se torna algo com o qual todos nos identificamos.

Esta cena é perfeita. Começando pela trilha com Late At Night do Buffalo Tom (ah, o rock alternativo dos anos 90!). E depois toda a tensão, os olhares dos personages, o diálogo final e a cena em que as mãos dos dois se juntam.

Uma obra de arte da TV.

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Friday, August 01, 2008

Fotógrafos que amo

Hoje, Stephen Shore.

Dizem que aos 15 de idade, ele vendeu a sua primeira foto para o Moma.

É mole?

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Thursday, July 31, 2008

I would do the stars with you anytime

Ouvi essa música hoje, na versão dos Killers, e lembrei desse texto de 1998. Faz parte da segunda parte da história do Spit que jamais foi terminada. Adoro essa introdução. Já não era um adolescente quando a escrevi, mas é tão verdadeiramente adolescente (pelo menos a minha adolescência no final dos anos 80) que até me faz suspirar.



... e se você quer mesmo saber como foi que tudo aconteceu, ou seja, se você ainda está lendo esta história, é bom que saiba que apesar de ter sido tudo tão idiota, tão adolescente e, por isso mesmo, tão inocente que chega a me dar vergonha, foi algo que me marcou para o resto da vida e que me faz acreditar cada vez mais que você é o que você era aos quinze anos de idade. E, aos quinze anos, eu era um garoto sem o menor tato com as mulheres e que passava o dia inteiro pensando em maneiras de extorquir dinheiro dos pais para comprar mais discos. Mas, claro, também sabia como me divertir. Principalmente quando algum amigo me convidava para uma festa e pedia para eu cuidar do som.

Foi em uma dessas festas, em uma noite fria de Porto Alegre, que conheci Ana Teresa. "Era aniversário de Luis Felipe, o goleador do time de futebol da minha turma de colégio, e ele resolveu deixar todo mundo se embebedar na cobertura do pai dele. Tinha gente de tudo que era série, o que foi uma péssima idéia já que as meninas da nossa idade só queriam saber dos garotos mais velhos. Mas o que eu queria mesmo era me divertir atrás do meu velho toca-discos Gradiente e ficar escolhendo os meus discos de vinil que ficavam em uma caixa de plástico verde-escura. De vez em quando, alguma boa alma me trazia um copo de cerveja ou vodca, ou um copo de cerveja com vodca, isso era o que menos importava. E, claro, alguém sempre tinha um pedido.

"Toca Legião!"

E eu tocava.

"Toca Smiths!"

E eu tocava.

"Toca Talking Heads"

E eu tocava.

"Toca Dire Straits!"

Pronto. Era só pedir algo que eu detestasse para eu ficar de mau humor.

"Dire Straits é chato."

"Chato é isso que tá tocando."

Fiquei muito puto. A música em questão era Bring On The Dancig Horses do Echo & The Bunnymen. Parei de revirar a caixa de discos e levantei a cabeça. Eu precisava ver quem é que ousava dizer uma heresia daquelas. Pela voz já havia percebido que era uma garota, mas, minha nossa senhora, nunca imaginei que fosse aquela garota. Para variar, não consegui dizer uma única palavra. E ela ali, olhando para mim com um tom desafiador. O mais engraçado é que eu tinha um disco do Dire Straits comigo.

"O que houve?"

"O que houve o quê?"

"Sei lá. Você ficou quieto de repente."

Procurei meu copo. Bebi em um gole só. Era cerveja. Eu acho.

É que você acabou de chamar Echo & The Bunnymen de chato."

"Grande coisa. Você chamou Dire Straits de chato."

"Mas Dire Straits é chato."

"Eu não acho."

"Diz uma música do Dire Straits que não seja chata."

"Olha, eu não entendo nada de música. Mas gosto de Dire Straits e gostaria que você tocasse algo deles agora."

"Não tenho nenhum disco deles."

"Tem sim... Tô vendo daqui."

E, então, eu disse algo que até hoje duvido que disse.

"Olha, a única música do Dire Straits que acho decente é Romeo And Juliet, mas é lenta. Até coloco agora. Mas você vai ter que dançar comigo."

Ela ficou me olhando com aquele mesmo tom desafiador. A música dos Bunnymen já estava chegando ao final, daqui a pouco era hora de trocar de música. E, de repente, eu a vi sorrir.

"Tudo bem... Eu danço com você."

Coloquei meu disco do Dire Straits no toca-discos, o pessoal meio que vaiou porque não estavam muito a fim de uma lenta, mas nem dei bola. Saí do meu canto e, ao lado daquela garota de vestido e meias pretas, caminhei em direção ao terraço da cobertura. Fazia um frio dos diabos e meu fiel sobretudo de lã tinha ficado ao lado do aparelho de som. Eu tremia. E, talvez por pena de mim e por saber que tinha me derrotado no quesito música, ela me abraçou mais forte. E eu? Bem, naquela altura do campeonato eu já estava mais do que apaixonado. Tão apaixonado que não consegui dizer nenhuma palavra durante aqueles cinco minutos de dança, simplesmente fiquei quieto, sentindo o cheiro de um perfume do Boticário que toda adolescente usava em 1987 e pensando de onde é que o Luis Felipe conhecia uma menina como aquela. No final da música, ela me disse tchau, eu disse tchau, ela voltou para um canto escuro da cobertura junto de suas amigas e eu saí correndo em direção ao toca-discos e coloquei Boys Don’t Cry do Cure no último volume...

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Tal irmão, tal irmã

Melhor título de álbum de 2008: I Know You're Married But I've Got Feelings Too. A moça por trás dessa genialidade é a Martha Wainwright.

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Sunday, July 27, 2008

Little darling...



Quando o mundo parece cair de tanto stress no trabalho, poucas coisas me acalmam como ouvir Bob Marley. E Stir It Up é uma daquelas canções pop que já nasceram eternas. Tudo é perfeito: os arranjos, a melodia, a letra... está na categoria músicas que fazem você flutuar.

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